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Violência doméstica
Fevereiro quase iguala total de prisões do segundo semestre de 2025 na região
Em um mês, 40 das 45 prisões registradas pelo 37º BPM foram por crimes contra mulheres
Por: Diego Macagnan
Publicado em: quarta, 25 de março de 2026 às 08:44h
Atualizado em: quarta, 25 de março de 2026 às 08:48h

Dados do 37º Batalhão de Polícia Militar (37º BPM) indicam que, em fevereiro de 2026, o número de prisões por violência doméstica na região se aproxima do total registrado em todo o segundo semestre de 2025. Das 45 detenções efetuadas no mês, 40, o equivalente a 88,9%, ocorreram por crimes contra mulheres. Somadas as prisões em flagrante, por Termo Circunstanciado e por cumprimento de mandados, o total chegou a 84 pessoas detidas no período. No mesmo intervalo, o batalhão realizou 3.865 abordagens a pessoas e fiscalizou 2.691 veículos nos 15 municípios da área de atuação. A Brigada Militar também intensificou, entre 19 de fevereiro e 5 de março, a Operação Mulheres, que teve o “Dia D” em 5 de março. Durante a ação, policiais distribuíram panfletos informativos com orientações sobre direitos, medidas protetivas e canais de denúncia, reforçando as estratégias de prevenção à violência doméstica e familiar.

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Foco em ações de enfrentamento
De acordo com a major Nédia Débora de Avila Giacomini, subcomandante do 37º BPM, o aumento no número de prisões registrado em fevereiro, com 40 detenções, em comparação às 69 ocorridas em todo o segundo semestre de 2025, está relacionado ao reforço das ações de enfrentamento a esse tipo de crime. Segundo Nédia, o resultado está diretamente ligado à atuação permanente da Patrulha Maria da Penha, ao acompanhamento das vítimas que possuem medidas protetivas e à rápida resposta das guarnições da Brigada Militar nas ocorrências atendidas pelo telefone 190 e pelo policiamento ostensivo. Ela destaca que a agilidade das equipes permite intervenções imediatas e a responsabilização dos agressores, muitas vezes ainda no momento do fato.

A major também ressalta que ações de orientação, palestras e campanhas de conscientização contribuem para incentivar vítimas a buscar ajuda e registrar denúncias. Conforme a subcomandante, o comando da Brigada Militar reconhece o trabalho dos policiais militares que atuam nessas ocorrências e que diariamente estão na linha de frente na proteção das mulheres e de suas famílias.

Medidas protetivas
Entre 2020 e 2025, a região registrou cerca de 5,4 mil medidas protetivas de urgência. Frederico Westphalen concentra o maior número de decisões, com 1.862 concessões, seguido por Palmeira das Missões, com 1.398, e pela comarca de Planalto/Alpestre, com 1.305. O tempo médio para concessão das medidas varia de zero a dois dias, o que garante resposta rápida às vítimas. No Rio Grande do Sul, 126 pessoas foram presas durante as operações Mulher Segura e Alerta Lilás II, realizadas entre 9 de fevereiro e 5 de março. Em nível nacional, as ações coordenadas pelo Governo Federal resultaram em 5.238 prisões. As operações mobilizaram 38.564 agentes em 2.050 municípios, com 24.337 vítimas atendidas e acompanhamento de 18.002 medidas protetivas de urgência.

No último dia 10 de março, o governador Eduardo Leite lançou o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres. A iniciativa prevê investimento de R$ 71 milhões em quatro eixos de atuação, voltados à governança, acolhimento, capacitação e enfrentamento à violência. Entre as medidas estão a ampliação de abrigos, a implementação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher com funcionamento 24 horas, o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores, a criação de grupos reflexivos para homens autores de violência, a capacitação de profissionais e a integração digital da rede de proteção por meio do Portal Mulher.

Fonte: Jornal o Alto Uruguai